12 maio 2018

Resenha #142 - O despertar do Paladino

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Livro cedido para leitura em parceria com o autor. Todas as opiniões aqui presentes são minhas, sem interferências, na tentativa de passar a vocês oque senti ao longo da leitura.

Há sessenta anos o reino de Zophar trava uma guerra implacável contra os homens negros do deserto e das savanas, chamados de povo “Sombrio”. O jovem e respeitável Sagrarius é um d’Os Dez temidos generais zopharianos que assumem a frente do duradouro conflito e se prepara junto ao exército para o ataque à última fortaleza sombria, ansioso por fazer justiça pelo Reino e por seus próprios motivos. Entretanto, quando a realização de seus objetivos heroicos já é dada como certa, um chamado divino acalenta seu ódio e uma revelação mostra a Sagrarius a verdadeira face por trás dos ideais incorporados por Zophar e por sua própria espada. Assim desperta o guerreiro, iniciando uma longa jornada na qual o conflito de convicções, crenças, verdades e justiças trilhará seu rumo por entre viagens, aventuras e confrontos em busca do equilíbrio de suas virtudes e de sua redenção.


Pra começo de conversa, queria falar antes de mais nada que eu gostei muito desse livro. É uma aventura fantástica com personagens e cenários incríveis. Agora vamos falar um pouco sobre o livro e meu processo de leitura.
Bom, esse livro não é de leitura rápida. Acredito até mesmo que ler ele de forma muito rápida faz com que se perca muito da história. Ele é um livro que precisa de tempo pra ser absorvido e tem um ritmo de leitura naturalmente mais lendo, com muitas informações e muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.No prólogo dele ficamos sabendo sobre uma guerra bem da sem sentido entre os "iluminados" e os "sombrios". Ai temos uma crítica social bem pesada. Como devem imaginar, os sombrios são negros e são considerados vindos das profundezas. Eles vivem no deserto, que é dito como um guardião dos sombrios, visto que esconde muitos animais perigosos.
Enfim, durante essa guerra toda nasce um menino a quem é dado o nome de Sagrarius, pois acreditam que ele será capaz de pôr fim a essa grande guerra. Quando Sagrarius vai ao deserto com sua tropa atacar os sombrios, ele é atingido, curado e ai começa a grande explicação que vai mudar sua vida. É apresentado a ele o verdadeiro significado de ser um paladino de Mainna, a árvore da vida. A partir desse momento sua verdadeira missão se inicia. E isso tudo acontece em um único capítulo, minha gente. Devido as circunstâncias, Sagrarius decide que precisa entender melhor qual o seu papel nessa guerra e ai ele vai pro continente vizinho. E lá é onde a verdadeira aventura começa.
Amoras, que livro maravilhoso. Pra quem curte histórias épicas, tipo Senhor dos anéis e Game of Thrones vai adorar. Tem aventura pra dar e vender e, conforme eu fui lendo e vendo o tanto de desgraça que acontece com nossos aventureiros eu ficava imaginando que o autor escrevia com dados de RPG na mão, ia jogando e, de acordo com os números, a tragédia seria maior ou menor. Já aviso que acontece tragédia atrás de tragédia.
O Sagrarius sempre tem ajuda em suas empreitadas, mas isso pra mim não é mostra de fraqueza, mostra que ele tem amigos e conhece suas limitações. Afinal de contas, nós também temos ajuda na nossa vida. Tem várias criaturas fantásticas que são novas, criadas para esse universo, e achei isso muito legal. Gente, o Kyrion, um anão resmungão e servidor de Mainna é tipo, o melhor personagem. Adoro as tiradas dele e a forma que ele tem de encarar as coisas. É maravilhoso.
"De que adianta 'cê conseguir pensar bem, mas não saber pensar sobre um jeito bom de usar seu pensar? Esperteza sem discernimento é um desperdício." Pág. 365
O "grande vilão", digamos assim, surge na história porque está atrás de Yumura, o outro aventureiro que se junta e formam o trio. Yumura é um herdeiro que tem o poder de fazer funcionar a fenda das eras. E tem gente importante e malvada atrás dele pra que consigam fazer isso. Claro que ele não sabe disso no início e abrir essa fenda vai lhe custar a vida.
O livro trás também várias discussões sobre religião, mas sem ser um livro religioso. Tipo, nossos três aventureiros são devotos de Mainna e diversas vezes isso é citado, sobre a fé deles e tals. Mas tem discussões bem bacanas sobre o que a religião realmente significa, qual o poder da fé e coisas assim. Achei o máximo.
"Sua deusa é mera desculpa para as autoafirmações das tendências moraria herdadas da sociedade que o incubou, paladino." Pág. 325
Como eu disse no começo, não foi um livro que eu li super rápido. Na verdade li bem calmamente, li outros livros intercalados com ele, fui lendo no meu ritmo, sem me forçar a ler. Tem cenas muito tensas, magias pesadas e trevas pra todo lado.
Aqui eu falo o que falei pro autor. Fiquei com muita dó dos personagens em quase todo o livro. Sempre tem alguma coisa de ruim acontecendo com eles. Não tem um segundo de calmaria na vida dos pobres coitados. Uma coisa curiosa é que, durante a passagem do livro, eles ficam aparentemente muitos dias sem comer, sem banho e sem ir ao banheiro. Não sei como me sinto com relação a isso.
A edição do livro está okay. Quase não encontrei erros de revisão. A fonte é bem pequena, considerando que é um livro longo, acredito que isso foi feito pra poupar custos de produção. A capa é bem bonita e tem a ver com a história. Mainna, a árvore da vida está representada com a espada dourada de Krisb saindo dela. Gosto muito da arte. É simples e bonita.

Ficha Técnica...

Autor Sario Ferreira
Título Sagraerya - O despertar do Paladino
Publicação independente
400 páginas
Ano 2014
Nota: 4.5
Nota no Skoob: 4.8
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Quote escolhida pro projeto Poteando Quotes


Autógrafo :)


Mapas de Arya




Adorei esse Apêndice no final. Tem várias informações bem importantes



Concluindo: Uma high Fantasy muito bem feita, com um mundo bem construído e com suas particularidades incríveis. Personagens cativantes, muita ação, aventura, perrengues e vilões que vão ficando piores a medida que a história avança. Demorei pra ler? Demorei, mas quero a continuação e, mesmo que eu demore pra ler, sei que vou me encantar com a história dos nossos aventureiros. Terminei a leitura com mais perguntas que respostas, o que é ótimo porque é uma série, então tem que dar essa vontade mesmo de ler o próximo. Mas realmente espero que, no próximo, eu encontre algumas respostas.

Me conta se você já leu esse livro, se gosta de fantasia, se houve interesse no livro.. Bate um papo comigo, vai. Sou legal. Um beijo grande e até a próxima.



18 comentários:

  1. Oi Lary! Faz muitos anos que não leio um high Fantasy, mas é bom saber que é um bom livro e que precisa de tempo pra ler, assim me organizo melhor caso eu vá conferir. Adorei as fotos e pela resenha parece uma boa leitura!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. Oi Mi
      Acho que o que mais leio é High Fantasy. Adoro o gênero e sempre me envolvo muito na leitura.
      Beijos

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  2. Amei a resenha demais, Lary! Seu feedback foi muito valioso pra mim e pode deixar que nessa semana mesmo A Essência Perdida estará a caminho de sua casa :)

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    1. Ain meus sais. Estou muito ansiosa por essa continuação. Agradeço por aguentar os meus chiliques durante a leitura.

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  3. gostei da sua resenha e adoro livros com uma crítica social foda, mas eu sou muito chata com livros de fantasia e demoro horrores para ler :( hahaha

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    1. Oi Suuh
      Como eu disse, ele já tem uma escrita mais lenta. Pra ler livros assim, a gente tem que se programar direitinho hehe

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  4. Oi Lary,quanto tempo não passo por aqui.

    Eu não sou muito fã de livros fantasia e nem de quando a leitura é lenta ,mas achei bem interessante .

    Beijão

    Meu mundinho quase perfeito

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    1. Oi Babi
      Senti sua falta. Bem vinda de volta. Então, eu amo livros de fantasia, mas geralmente são mais dinâmicos. Nesse tanta cosia acontece que ele precisa ser mais lento, sabe?
      Beijo

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  5. Oi, Lary!
    Confesso que pela capa eu não compraria o livro, mas adorei o enredo. Pode ser que esse modo lento da história atrapalhasse, mas nada que me fizesse largar a leitura.
    Beijos
    Balaio de Babados

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    1. Oi Lu
      Eu acho essa capa bonita, mas não chamativa. Eu acho que se ele não fosse escrito dessa forma, ficaria difícil acompanhar.
      Beijos

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  6. Adoro histórias de fantasia! ♥ Muito bacana ver mais escritores nacionais sendo lidos. Confesso que prefiro fantasia urbana do que épica.
    Abraço

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    1. Oi Ben
      Eu gosto de todos os tipos de fantasia, desde que sejam bem escritos hehe
      Abraço

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  7. Amei seu post, ainda não tinha visto nada sobre ele.Já anotei a dica!

    www.kailagarcia.com

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    Respostas
    1. Oi Kaila
      Infelizmente, como muitos outros nacionais, ele não é tão divulgado, mas é uma leitura muito boa.

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