08 março 2017

Resenha #83 - Maze Runner - Prova de fogo

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 Embora seja ma política minha nunca dar spoilers em resenhas,  menos quando antes informado, pode ser que essa resenha possa estragar a surpresa pra quem não leu os livros. Aconselho que os leia antes e venha depois conferir minha opinião. Caso não ligue para spoilers, leia a resenha  do primeiro livro antes de ler essa.
O Labirinto foi só o começo... o pior está por vir. Depois de superarem os perigos mortais do Labirinto, Thomas e seus amigos acreditam que estão a salvo em uma nova realidade. Mas a aparente tranquilidade é interrompida quando são acordados no meio da noite por gritos lancinantes de criaturas disformes – os Cranks – que ameaçam devorá-los vivos.Atordoados, os Clareanos descobrem que a salvação aparente na verdade pode ser outra armadilha, ainda pior que a Clareira e o Labirinto. E que as coisas não são o que aparentam. Para sobreviver nesse mundo hostil, eles terão de fazer uma travessia repleta de provas cruéis em um meio ambiente devastado, sem água, comida ou abrigo.
Calor causticante durante o dia, rajadas de vento gélido à noite, desolação e um ar irrespirável – no Deserto do novo mundo até mesmo a chuva é a promessa de uma morte agonizante. Eles, porém, não estão sozinhos – cada passo é espreitado por criaturas famintas e violentas, que atacam sem avisar.
Manipulação, mentiras e traições cercam o caminho dos Clareanos, mas para Thomas a pior prova será ter de escolher em quem acreditar.

Se no primeiro livro da trilogia conseguíamos até rir um pouco com as piadas e brincadeiras entre os Clareanos, isso praticamente some no segundo volume. Um ambiente mais pesado e muito mais desafiador e mortal do que a Clareira nos é apresentado.
Ah, Lary. Isso é porque eles estão no deserto? Também, mas imagine além do calor escaldante ter que sobreviver a terríveis tempestades de raios e a pessoas que estão perdendo controle sobre si graças a Fúria (Cranks). Imagine descobrir que  existia uma outra Clareira, mas cheia de garotas. Imagine receber o único menino do outro grupo e ser afastado da única garota de seu grupo. Imagine ver seus companheiros  morrendo aos poucos. Tá bom pra vocês? Pro autor não.
"Ele se virou bem a tempo de ver a chuva começar a cair do lado de fora, como se a tempestade finalmente tivesse decidido chorar de vergonha pelo que tinha feito a eles." Pág. 156
Nesse livro começamos a perceber que nos importamos mais com as personagens do que imaginávamos, tipo com o Newt (olha ele aqui de novo). E odiamos ainda mais o CRUEL. Logo no início, nossos queridos personagens, anteriormente salvos, descobrem que não estão tão salvos assim. E uma coisa bastante legal (pra mim, pelo menos) é que tatuagens apareceram próximas a seus pescoços, descendo pela coluna. A tatuagem dizia o papel de cada um, como Líder, Cola e o do Thomas, A ser morto pela equipe B. Tenso, né?
Conhecemos e nos encantamos por novos personagens e torcemos por eles, como Brenda e Jorge, ficamos aterrorizados com tamanha crueldade feita a crianças. A Teresa já não me agradava no primeiro livro, nesse eu quis matar ela cada vez que ela aparecia. Simplesmente insuportável. Em contra partida, Brenda apareceu pra concertar meu coração dodói.
"_Só estava pensando sobre o quanto minha vida está uma porcaria.
_A minha também. Uma grande porcaria. Mas estou feliz por estar com você." Pág. 225 (Thomas e Brenda)
Eu me envolvi muito nessa história. Finalizei a leitura em dois dias. Foram dois dias de leituras intensas e arrebatadoras. Ainda estou meio abalada. Demorei bastante pra pegar outra leitura pra valer, após finalizar a trilogia.
Lendo eles no Deserto e todo o sofrimento, me fez até sentir falta do Labirinto e seus monstrengos. Sério mesmo. Eles se metem em enrascadas perigosíssimas, aparentemente todos querem matar eles  e eles tem um talento natural pra arranjar problemas.
"Thomas percebeu em meio a um estranho toque era nisso que sua vida havia se tornado. Era assim   que se recebia as depois de um dia ou dois de separação.' (Feliz pela pessoa em questão não estar morta" Pág. 258
A edição é simples, mas bonita. Com folhas amareladas e margens, espaçamento e fontes muito boas. Esse é um daqueles livros que mereciam uma edição ilustrada.

Outra quote
"Thomas sentiu o humor se animar, mas se reprimiu imediatamente. Permitir-se ter esperança era uma coisa que ele jurara nunca mais repetir. Pelo menos enquanto tudo aquilo não acabasse." Pág 94

Ficha técnica...

Título original: The Scorch Trials
Título em português: Maze Runner - Prova de fogo
Autor: James Dashner
V&R Editoras
400 páginas
Ano 2011
ISBN-13: 9788576832997
ISBN-10: 8576832992
Nota: 5
Nota no Skoob: 4.3

Quote escolhida pro projeto Poteando Quotes



Curiosidade sobre o livro: Bom, é uma curiosidade ao menos pra mim. Esse foi o primeiro livro que li cujo personagens  falaram sobre uma necessidade fisiológica do corpo humano.

Principais diferenças entre livro e filme:
Nesse está mais fácil falar se tem semelhanças. Sério. O primeiro filme foi mais fiel ao livro, embora também tenha suas diferenças, mas ainda é um bom filme, caso não tentamos comparar ao livro. Quero ver como vão fazer no terceiro, já que precisaria de vários elementos que não apareceram no segundo filme.

Concluindo: O segundo livro da trilogia prende o leitor, dá algumas respostas, mas o instiga mais ainda a ir mais a fundo e querer entender melhor o que está acontecendo, porque está acontecendo. Eletrizante, envolvente e perigoso.

A resenha do terceiro e último volume sai amanhã. Queria falar mais sobre distopias com vocês. O que acham? Quem mais adora distopia? Um grande beijo e até amanhã (ou não. Estou gripada)

2 comentários:

  1. Não conhecia o livro, mas parece ser muito interessante até pelo tom mais duro e sério. A sua resenha ficou muito bom também, e isso ajudou com a pouco a impressão.

    Abraços

    Alessandro Bruno
    www.rascunhocomcafe.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não sei se é impressão minha, mas geralmente os segundo volumes de alguma série são mais sérios.

      Excluir

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